14/12/2014

Parcela de ódio

Depois de um mês eu não quero falar da Ana. Quero falar de mim. Quero falar do cansaço que estou  sentindo.

Cada dia me sinto pior. Não por mim, mas pelas pessoas que me cercam e que fazem questão de me colocarem pra baixo. Eu cheguei a conclusão que devo ser a pior pessoa do mundo pra receber esse tratamento.

Em alguns momentos eu penso em simplesmente mandar todo mundo tomar no cu. Em ser realmente grossa e infantil (pq é isso mesmo q eles alegam né...). Em um caso especial - uma menina que acha q tem o rei na barriga, o que justificaria aquela pança enorme dela - tenho vontade de SOCAR a cara dela. Arrasta-la no cimento. Chutar aquele saco de banha, aquela vadia gorda desgraçada. Estou tão magoada com todas as ofensas q recebo dela que meu lado irracional está tomando forma muito rápido. Uma puxa saco maldita que acha q tem algum destaque na vida. Que por ser rica já venceu. Não passa de uma fracassada.

Mas tudo isso eu guardo. Eu respiro toda vez q ela me dá uma cortada. Na ultima sexta foi tão forte que meus olhos encheram de lágrimas. Perceberam. Mas não fizeram nada. E então, a pessoa que ela puxa o saco foi bem aguda ao me criticar. Ok, eu recebi uma crítica com razão, apesar de não ter achado certo como foi feito. Mas aceito. Só não aceito que me humilhem. Ou que essa crítica tenha sido colocada do jeito que foi apenas para me magoarem.

Acho q é esse o problema: não se importam nem um pouco se estão me magoando. Não se importam se eu estou morrendo por dentro. Apenas enfiem mais uma estaca no coração da vaca da Lana.

Mas o mundo é assim.
Eu só estou farta de ensaiar ameaças no quarto escuro, para ver se alivia o ódio que sinto por dentro. Estou vendo a hora de coloca-las no plano prático. E se isso acontecer... o blog fecha, pq não sei como funciona internet na cadeia.

PS: Anita, estou viva haha. Pelo menos meu corpo gordo está nesse plano ainda, pq acho q por dentro eu morri há algum tempo...